terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Estar sozinho não é estar isolado de tudo e de todos...
É ter muita gente a sua volta, mas não ter ninguém..
É conviver com os defeitos dos outros, e ninguém suportar os seus;
É ter que dar carinho e atenção mesmo quando não tem mais de onde tirar, mas ninguém se dar ao luxo de doar-te o que sobra do amor que recebe;
É ouvir todos desabafarem, mas parecer que todos são surdos ao ponto de não ouvirem o seu desabafo;
É fazer tanto para ver o próximo feliz a ponto de desistir da própria felicidade, enquanto a felicidade de outros é satisfazer suas próprias vontades.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Eu queria não me importar
tanto assim. Eu queria ser
mais insensível. Eu queria
ter a metade da frieza que
as pessoas acham que eu tenho.
Eu sei que pareço ser toda durona,
dona dos meus sentimentos e rainha
do gelo. Mas, se for pra ser sincera,
eu não nego nada disso.
Eu sou bem vulnerável.
Eu sou bem sensível.
Eu sou o tipo de pessoa que se
importa com as outras pessoas.
Eu choro, eu sinto, eu tenho um
turbilhão de sentimentos aflorados
dentro de mim. Só que, nem parece, não é?
Afinal eu fico com o nariz empinado,
exalando confiança e dizendo para tudo e
todos o quanto eu sou forte,
o quanto eu sou equilibrada.
E até tento ser, e as vezes até sou,
mas tem hora que simplesmente não dá.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A vida é assim mesmo, dizem por aí, as coisas são como têm que ser, não como a gente quer. E com você foi bem assim mesmo. Percebo agora que escrevo também pra te dizer que, mesmo sem nunca ter te dito, você foi meu ESCUDO, minha proteção. Você me resgatou de crises "ninguém me ama, ninguém me quer", você me amou, você depositou também suas esperanças em mim, eu sei, o que eu mais poderia pedir de você, se o que mais importava pra mim era o seu amor? E esse, ah, esse eu tive. Talvez até ainda o tenha guardado em algum pedaço teu. Você destruiu monstros e medos em mim que insistiam em não se mostrar, em não dar amor. Como quem acorda de um sono de muitos dias e precisa correr pra alcançar o tempo perdido, eu acordei de um longo tempo sem amar e despejei sobre ti todas as minhas reservas e limites de amor. Eu fui até o fim. Eu dei tudo de mim. E eu daria um pouco mais, se isso não tivesse te assustado. Você me ensinou, me mostrou alguns caminhos até então desconhecidos. Você me abriu portas, abriu meus olhos e tirou toda aquela sujeira do meu coração. Sabe que ainda me lembro de você ao virar aquela esquininha? Faz tempo que passamos por lá, rindo de qualquer besteira, felizes por termos uma à outra. Faz tempo, eu sei. Mas olha a loucura: de vez em quando, eu ainda te vejo do outro lado da rua, esperando por mim, esperando com aquela sua cara de boba, fingindo estar de saco cheio da minha demora pra atravessar ruas. E, então, eu chego do outro lado e não te vejo e começo a te procurar em qualquer olhar, em qualquer jeito de andar, enquanto percorro aquela nossa ruazinha. Mas nunca é você. Às vezes eu fico realmente feliz por nunca ser você, afinal, o que eu faria ao te ver? Te cumprimentaria com os habituais dois beijinhos ou sairia correndo pra te abraçar? Na verdade, é mais provável apostar que eu passaria do outro lado da rua e fugiria de te encontrar e depois pensaria dias e dias sobre o que poderia ter acontecido se eu parasse e ouvisse a tua voz e risse do teu bom humor. É, escrevo também pra dizer que ando pelas ruas querendo e não querendo te encontrar e querendo e não querendo te contar um bocado de coisas que te fariam compreender toda essa maluquice. Coisas que te fariam entender porque eu fugi, porque eu saí sem adeus, sem aviso prévio. Quem sabe um dia eu te envie uma carta, um e-mail, um qualquer coisa e te diga todas essas coisas, sem olho no olho, sem corpo a corpo. Mas se antes disso acontecer, eu te encontrar e parar pra te cumprimentar, então essas coisas serão ditas automaticamente por meus olhos e sorrisos e gestos e até lágrimas. Antes de terminar preciso pedir pra que não se assuste e pra que não seja você a pessoa que passa do outro lado da rua quando me vê. Isso destruiria totalmente o carinho que ainda reside em mim. Não se autodestrua dentro de mim. Seja sempre aquela que me espera do outro lado da rua enquanto eu tomo coragem pra enfrentar meus medos, seja sempre aquela que me acompanha enquanto viro a nossa esquininha. Seja sempre aquela por quem eu devo uma série de agradecimentos, seja sempre a-melhor-coisa-que-me-aconteceu. Seja sempre aquela por quem eu vou esperar encontrar em qualquer dia, só pra, pelo menos, relembrar a cor dos olhos, o jeito que penteia os cabelos e o modo como atravessa a rua. Seja sempre aquela que meus olhos vão procurar em meio a um milhão de pessoas, melhores ou não. Seja sempre aquela que por mais que me faça chorar, me dá uma centena de motivos a mais pra sorrir. Seja sempre aquela que eu nunca vou esquecer e pra quem eu sempre vou ter um algo mais a dizer. Seja sempre aquela sobre quem eu falo pras pessoas com o maior orgulho do mundo. Seja sempre aquela que povoa todos os lugarezinhos escondidos em mim. Seja sempre a que me fez amar de uma forma diferente. Inteira, sem medos, sem restrições. E, por favor, seja sempre aquela que vai lembrar de mim e de tudo o que nós fomos uma pra outra. Quem sabe um dia, aqui, na nossa esquininha, ou em qualquer outro lugar, a gente se encontre e descubra que o fim nem sempre é o FIM. E como chega ao fim mais um texto pra você, eu preciso ti dizer que escrevo também pra lembrar da saudade que eu sinto de te ter do meu lado e de ler suas palavras e de desejar seu sorriso. Saudade de lembrar que eu tinha você. Saudade de lembrar que eu tinha motivos pra escrever e cantar e amar. Saudade de sentir saudade, mas saber que no dia seguinte eu teria você de novo. Saudade principalmente daqueles dias em que fazia sentido sonhar com você. E como a gente, textos chegam ao seu fim. Mas meu desejo é que sejamos como esses textos e recomecemos outro dia, em uma folha de papel em branco. - Sem dizer adeus, sem dizer jamais. ’
GERAÇÃO DO DESINTERESSE!
Não quero ficar com uma pessoa que crê no "pisa que gama", não, não gamo, me enojo. Não quero ser alvo do seu "vou demorar pra responder, me fazer de desinteressado (a)".
Quero acordar e ter uma mensagem de bom dia, receber diversas fotos da tua rotina, por mais entediante que seja. Quero saber do seu almoço, do filme chato que assistiu, da enorme fila no banco que você se encontra.
Quero ser respondido rápido, quero ser sua prioridade. Quero que a pessoa diga que sou o motivo dela dormir sorrindo e acordar mais feliz ainda. Amor não é algo que temos que maneirar, pelo contrário, amor é para se jogar de peito, é em excesso, pra se afogar.
Quero uma pessoa completamente apaixonada, não uma que acha que gosta, uma pessoa que não sabe o que sente. Tem que ser 8 ou 80.
Não quero fazer parte da geração que não demonstra interesse nos outros, que não fala que gosta, que não assume que sente saudades.
Você não é legal por se "pagar" de desinteressado, aliás, só está perdendo tempo. Nossa vida é muito curta para ocuparmos boa parte dela com um orgulho desnecessário.
Corra atrás da pessoa que ama, fala que está com saudades e que pensa nela a todo o momento. Não ache que você está sendo idiota, está apenas vivendo e se nada der certo, terá a consciência limpa de que fez tudo o que é possível.
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